O Lado Escuro do Universo: Matéria Escura e Energia Escura

Data: 30/08 às 15h
Local: Salão de Eventos do Centro de Tecnologia da Informação da USP Ribeirão Preto (CeTI-RP)
Inscrições gratuitas: Clique aqui


O atual modelo cosmológico define que o universo é formado, em sua maior parte, por energia escura e matéria escura. Porém, esses dois assuntos ainda representam um mistério para os cientistas que se dedicam a estudar a formação do universo. 

Para mostrar os avanços nessa área, o Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP realiza no dia 30 de agosto, a partir das 15h, no Salão de Eventos do Centro de Tecnologia da Informação de Ribeirão Preto (CeTI-RP) da USP a conferência O Lado Escuro do Universo: Matéria Escura e Energia Escura.

No evento, o docente do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP Laerte Sodré Junior vai apresentar algumas das principais evidências que justificam o atual modelo cosmológico e iniciativas que buscam explicar o lado escuro do universo, ao qual estão associadas a matéria escura e a energia escura.

Nos anos 30 do século passado, surgiu a primeira evidência de que existe mais massa no universo do que se atribui a estrelas, gás e poeira nas galáxias e outras estruturas em grandes escalas. Esta matéria em excesso seria muito mais abundante que a matéria ordinária e não interagiria com a luz, razão pela qual é conhecida como matéria escura.

Já no final da década de 90, duas equipes de cientistas analisaram observações de supernovas distantes e concluíram que a expansão do universo estava, contrariamente às expectativas, se acelerando. Essa aceleração poderia ser produzida tanto por uma componente de "antigravidade" nas equações que descrevem a gravitação quanto por uma substância hipotética conhecida como energia escura.

Laerte Sodré Junior é graduado em Física, tem mestrado e doutorado em Astronomia e realizou pós-doutorado no Royal Greenwich Observatory em Cambridge, Inglaterra. Trabalha na área de Astronomia, com ênfase em Astrofísica Extragaláctica, atuando principalmente no estudo de aglomerados de galáxias, cosmologia observacional, classificação de galáxias, lentes gravitacionais e no planejamento de grandes levantamentos no céu. 

A conferência conta com o apoio da Rádio USP Ribeirão Preto. Mais informações: jhenrique@usp.br ou (16) 3315 0368.

Economia circular é tema do USP Analisa

O mundo vive atualmente uma transição de uma economia linear, focada no produto e altamente geradora de resíduos, para uma economia circular, que busca a eficácia de todo o sistema produtivo. Para abordar as consequências dessa mudança, o USP Analisa desta semana conversa com o docente da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP e coordenador do Programa de Economia Circular da USP Aldo Roberto Ometto e o oficial de assuntos econômicos da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), Henrique Pacini.

Segundo Ometto, a economia circular trabalha não apenas com a resolução pontual de problemas, mas principalmente com soluções que aumentem a eficácia do sistema produtivo. “O modelo de negócio com essa visão eficaz precisa buscar formas de gerar mais valor por mais tempo e para muito mais usuários, stakeholders e ambientes em que está inserido. A inovação não se dá somente no contexto da relação entre a empresa e seu cliente”, explica.

Nessa nova abordagem, também muda a visão sobre os resíduos gerados. “Eles são uma oportunidade. Você pode pegar uma cadeira quebrada, um eletrônico usado ou o próprio resto de comida e achar maneiras de remonetizar, de reinjetar isso no ciclo produtivo da sociedade. Não só o setor físico de produtos pode se beneficiar, mas também espaços não utilizados. Por exemplo, algumas empresas fecham seus galpões industriais em determinados horários. Será que eles não poderiam ser utilizados nesses horários ao custo de aluguéis?”, questiona Pacini.

A durabilidade dos produtos, que na economia linear é bastante baixa para estimular o consumo, torna-se maior, pois as empresas passam a investir em serviços para gerar valor ao consumidor, em vez de oferecer apenas o produto. “Em vez de comprar uma impressora, cujo cartucho acaba muito rápido, você pode ter um contrato de impressão. Em vez de carro, ter um contrato de acesso a transporte. Isso é fantástico porque mata o problema da obsolescência, da falta de durabilidade de alguns produtos. Uma empresa que oferece um serviço de transporte quer que o ônibus, o carro e a van durem mais e não quebrem”,  diz Pacini.

Como coordenador do Programa de Economia Circular da USP, Ometto explica que já existe no Brasil uma rede conduzida pela Fundação Ellen MacArthur, instituição que trabalha na disseminação dessas práticas, envolvendo empresas, governo e a própria universidade. “A USP é uma das sete universidades do mundo e a única no Hemisfério Sul pioneira em economia circular. Ela tem como missão auxiliar essa transição desenvolvendo competências e trabalhando com a área de educação no tripé ensino, pesquisa e transferência dessas competências”.


A entrevista vai ao ar na Rádio USP Ribeirão Preto nesta sexta (4), a partir das 12h, e na Rádio USP São Paulo na quarta (9), a partir das 21h. O USP Analisa é uma produção conjunta da USP FM de Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.

Novo Marco Regulatório do Terceiro Setor

Data: 17/08 das 18h30 às 22h
Local: Auditório da Faculdade de Direito da USP Ribeirão Preto
Inscrições gratuitas: Clique aqui


A entrada em vigor do novo Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil trouxe diversas dúvidas a entidades do terceiro setor. Além disso, dificuldades financeiras e técnicas criam impedimentos ao cumprimento das normas estabelecidas pela legislação. Para orientar e esclarecer sobre essas mudanças, será realizado o seminário Novo Marco Regulatório do Terceiro Setor, no dia 17 de agosto, às 18h30, no auditório da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto (FDRP) da USP.

O novo Marco Regulatório, representado pela Lei 13.019, regula o repasse de recursos públicos para as Organizações da Sociedade Civil, ou seja, o regime jurídico para as parcerias entre a administração pública e as organizações privadas sem finalidade lucrativa. Para repasses feitos pela União e pelos Estados, a lei entrou em vigor em janeiro de 2016. Já para os repasses dos municípios, a vigência começou no início deste ano. Segundo o Mapa das Organizações da Sociedade Civil, somente na região de Ribeirão Preto existem mais de três mil organizações desse tipo.

Participam como palestrantes o promotor de justiça da Comarca de Franca Paulo Cesar Correa Borges; o secretário da Educação de São Paulo, José Renato Nalini; o diretor do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, Flávio Henrique Pastre; e o docente da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP) da USP André Lucirton Costa e Gustavo Assed Ferreira, docente da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto (FDRP) da USP.

O evento é organizado e patrocinado pela Fundação Waldemar Barsley Pessoa, em conjunto com o Grupo de Sistemas Nacionais do IEA-RP, Instituto Brasileiro de Estudos em Direito e Desenvolvimento (IBEDD) e a Comissão de Pós-graduação da FDRP. 

A atividade integra o projeto Capacitação de Organizações Públicas e da Sociedade Civil de Interesse Público, cujo objetivo é capacitar organizações selecionadas tomando como base os procedimentos de adequação nos moldes exigidos na Lei 13.019. 

O seminário conta com o apoio da Rádio USP Ribeirão Preto. 

Mais informações: (16) 3315 0368 ou jhenrique@usp.br.

10 Anos da Lei Nacional de Saneamento Básico

Data: 25/08 às 8h30
Local: Anfiteatro Prof. Dr. Ivo Torres, Bloco A (FEA-RP)
Inscrições: Clique aqui

Composto pelo abastecimento de água, esgoto sanitário, limpeza e drenagem urbana, o setor de saneamento básico é um ponto bastante delicado na gestão pública. Para discutir a atual situação e os desafios desse setor, o Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP), o Núcleo de Apoio à Pesquisa em Economia de Baixo Carbono (NAP-ECB) e o Centro de Pesquisa em Economia Regional (CEPER) promovem o seminário 10 Anos da Lei Nacional de Saneamento Básico: Avanços, Dificuldades e Agenda para o Setor.

A provisão inadequada desses serviços tende a gerar problemas nas áreas de saúde, meio ambiente e desenvolvimento econômico e social. Um número significativo de doenças decorre de um abastecimento de água inadequado, da inexistência de coleta e afastamento de esgoto, de disposição inadequada dos resíduos ou de enchentes resultantes de problemas na limpeza e drenagem urbana, entre outros aspectos, assim como os problemas de contaminação ambiental associados à má gestão desses serviços.

O evento faz parte da programação do NAP-EBC e do CEPER, que busca discutir e avaliar politicas públicas para a infraestrutura e serviços públicos urbanos que potencializem o desenvolvimento econômico e social sustentável. 

A programação será composta por apresentações dos pesquisadores da USP, consultores especializados do setor, representantes da Associação Brasileira de Concessões, da Caixa Econômica Federal, do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), do Ministério Público, da Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro (Abividro), do Ministério do Meio Ambiente, da Agencia Reguladora dos Serviços de Saneamento das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (ARES-PCJ) e do Comitê de Bacia Hidrográfica do Pardo (CBHP).

Mais informações: jhenrique@usp.br ou (16) 3315 0368.

Compreensão do meio ambiente é tema do USP Analisa desta semana

A preocupação com o meio ambiente e o relato de interferências severas na natureza, no Brasil, remontam ao século XVIII. Atualmente, não faltam informações em diferentes mídias que permitam ao cidadão e, principalmente, aos estudantes formar uma opinião sobre o tema. Mas será que, de fato, estamos compreendendo a importância de nossa relação com o meio ambiente? Para abordar o tema, o USP Analisa desta semana recebe a docente do Departamento de Biologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFLCRP) da USP, Fernanda da Rocha Brando Fernandez.

Segundo ela, a concepção clássica do termo remete basicamente às relações entre os seres vivos e os fatores abióticos, ou seja, as influências recebidas de um ecossistema, tais como a luz, a temperatura e o vento. “Mas se a gente considerar que esse entendimento vai, ao longo da história da ecologia, considerar diferentes ambientes que foram tratados por diferentes autores, a conotação do termo também vai tomando outros sentidos”.

Para Fernanda, a concepção de meio ambiente é influenciada também pelas representações sociais. Por isso, é importante trabalhar uma dimensão mais humana do conceito. “Na disciplina de Educação Ambiental que eu ministro, costumo tratar esse termo como uma discussão entre um conceito científico e uma representação social. No contexto mais atual, não faz sentido a gente restringir essa definição de meio ambiente à relação entre fatores bióticos e abióticos”.

Para melhorar o entendimento do termo e de sua importância para outros aspectos da vida da sociedade, o ensino de ciências tem um papel fundamental. “Dentro do ensino de ciências, a gente pode falar de diálogo de saberes e estamos percebendo que a dimensão do conhecimento tradicional ou popular vem sendo agregada também ao que é considerado conhecimento científico”, diz ela.

A docente cita estratégias utilizadas para que o aluno consiga ter uma dimensão maior do tema e de como ele pode estar relacionado diretamente ao seu dia a dia. “Por exemplo, aulas de campo. O aluno consegue assumir um papel no processo da aprendizagem que o torna um pouco mais protagonista porque ele está vivenciando aquele espaço. Uma aula em uma praça pública, por exemplo, pode ser motivadora, pois não só ambientes naturais sem intervenção humana são fontes de discussão”.

A entrevista vai ao ar na Rádio USP Ribeirão Preto nesta sexta (28), a partir das 12h, e na Rádio USP São Paulo na quarta (2), a partir das 21h. O USP Analisa é uma produção conjunta da USP FM de Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.


USP Analisa discute influência das emoções no cotidiano

Cada vez mais as emoções ocupam um importante espaço nas pesquisas realizadas pela Neurociência. Além de estarem presentes em boa parte de nosso cotidiano, elas têm papel na formação da memória, na tomada de decisões e até no desenvolvimento de algumas doenças. Para falar sobre o tema, o USP Analisa desta semana conversa com os pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP Danilo Benette Marques, Matheus Teixeira Rossignoli e Rafael Naime Ruggiero.

O estudo das emoções está relacionado com a teoria da evolução das espécies, descrita pelo naturalista britânico Charles Darwin. “Ele propôs que essas emoções seriam universais, elas não seriam aprendidas, a gente nasce com elas porque isso está associado à evolução. Por exemplo, na surpresa ou no medo, a gente tem uma resposta a algo que pode ser considerado uma ameaça, a gente sai correndo”, explica Marques.

A formação de memórias também está intrinsecamente ligada à emoção sentida no momento do acontecimento. “Quando a gente está vivendo uma experiência, há um certo número de neurônios codificando essa informação. Ao guardá-la, é basicamente como se eu reavivasse esses neurônios, mas de uma maneira mais simplificada. Eu consigo lembrar dessa situação, só que de uma maneira mais simples, tanto que nossas memorias não tão vivas, tão cheias de cores e detalhes”, afirma Ruggiero.

“Situações muito traumáticas ou muito prazerosas facilitam a formação de uma memória bastante duradoura. É fácil o indivíduo lembrar-se de momentos muito prazerosos que marcaram sua vida, como também de momentos muito ruins. As emoções, em relação à memória, são quase responsáveis por dar um colorido, regular a intensidade daquela memória”, diz Rossignoli.

A entrevista vai ao ar na Rádio USP Ribeirão Preto nesta sexta (21), a partir das 12h, e na Rádio USP São Paulo na quarta (26), a partir das 21h. O USP Analisa é uma produção conjunta da USP FM de Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.

Pesquisa em células-tronco no Brasil: cenário atual e perspectivas

Data:  09/08 às 15h
Local: Auditório do Bloco Didático da Faculdade de Medicina da USP Ribeirão Preto (FMRP-USP)
Inscrições: clique aqui


Grande aposta de cientistas para o tratamento e até mesmo a cura de várias doenças, as células-tronco têm sido cada vez mais utilizadas por pesquisadores no Brasil e em outros países. Para abordar os avanços alcançados nessa área, o Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP realiza no dia 9 de agosto, a partir das 15h, no Auditório do Bloco Didático da Faculdade de Medicina da USP Ribeirão Preto (FMRP-USP), a conferência “Pesquisa em células-tronco no Brasil: cenário atual e perspectivas”. 

No evento, a docente do Instituto de Biociências da USP Lygia da Veiga Pereira, vai mostrar os trabalhos desenvolvidos com as chamadas células-tronco embrionárias, extraídas de embriões gerados por fertilização in vitro. 

Desde 2008, a legislação brasileira permite a realização de pesquisas com esse material, mas o assunto ainda é tema de muitos debates, principalmente envolvendo setores conservadores da sociedade, que são contra a prática. 

Lygia da Veiga Pereira possui bacharelado em Física pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, mestrado em Ciências Biológicas (Biofísica) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e doutorado em Ciências Biomédicas pelo Mount Sinai Graduate School. Atualmente, é professora titular do Instituto de Biociências da USP, chefe do Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias (LaNCE) da USP e integrante do Centro de Terapia Celular, um dos 17 centros de pesquisa, inovação e difusão financiados pela Fapesp.

O evento tem o apoio do Centro de Terapia Celular (CTC) e da Rádio USP Ribeirão Preto.

Mais informações: jhenrique@usp.br ou (16) 3315 0368.